25 de junho
Posted by Marcela on June 29th, 2008 filed in Uncategorized12 Comments »
No dia 25 de junho, comemorei três anos de casada e recebi (pelo orkut, rsrsrs!) a notícia mais importante da minha vida: a de que eu estava matematicamente aprovada no concurso do Rio Branco. A lista oficial só sai no dia 16 de julho. A minha nota, contudo, garantiu a minha pré aprovação. Eu gritei, chorei, corri pelos corredores do prédio e abracei a empregada da vizinha. Estava sozinha em casa. Liguei para todas as pessoas mais importantes da minha vida e com elas chorei mais uma vez. Olhei para o céu e pensei: Caraca, eu serei uma diplomata. Esse não era o meu sonho de criança e eu não passei anos esperando por esse momento. Esse foi um sonho recente, chegou de repente. E foi trazido pelas mãos do Marco, meu companheiro, aquele que torceu, sofreu, penou e esperou ao meu lado por essa realização. São tantas pessoas que fizeram parte dessa trajetória. Tantas, mesmo! O meu marido, contudo, foi muito forte. Aguentou todas as horas de estudo, a bagunça da casa, as noites sem jantar, as saídas canceladas, os livros pelo chão, os choros imprevisíveis, o nervoso contínuo, os parcos sorrisos e as noites mal-dormidas. Foi ele que ficou ao meu lado durante esse ano, torcendo e sonhando. É a ele que eu devo agradecer primeiro. Então, Marco, mais uma vez te agradeço por fazer da minha vida uma vida mais fácil, mais alegre e mais bonita. Esse sonho também foi seu e a realização também é sua. Te amo muito!!!
10 coisas para fazer antes de morrer
Posted by Marcela on June 19th, 2008 filed in Uncategorized2 Comments »
5 COISAS JÁ FEITAS:
1 - Dançar feito louca no seu próprio casamento.
2 - Orientar um aluno.
3 - Ser a professora homenageada de uma formatura.
4 - Adotar um animalzinho.
5 - Estudar toda a história do nosso país.
5 COISAS A SEREM FEITAS
1 - Ter um filho.
2 - Escrever um livro.
3 - Dar de presente uma viagem internacional para a minha madrinha.
4 - Explorar o mundo inteiro com a mente aberta e sem roteiros pré-definidos.
5 - Conhecer o meu próprio país.
Esse é o só o início da minha lista. Estou trabalhando nela para chegar aos 100 pontos. Há coisas mágicas mundo afora; cabe a nós decidirmos o momento de explorá-las.
O fim e o começo
Posted by Marcela on June 10th, 2008 filed in Uncategorized3 Comments »
Estranho… após um ano de estudo frenético, eu finalmente parei. E bateu uma síndrome de abstinência. O concurso do Itamaraty acabou no último fim de semana. Foram 26 horas de prova. Quase 50 páginas redigidas. Duas línguas estrangeiras e cinco matérias diferentes. Eu não descansei. Desde aquele fatídico dia de junho do ano passado, eu não descansei. Dediquei-me com afinco ao que mais quero nessa vida. Hoje, apesar de aliviada, estou super ansiosa. Trilhei o caminho com muito cuidado… espero que seja suficiente para agradar a banca do Instituto Rio Branco. Ai, ai, ai… espero que esse fim seja apenas o começo de uma nova vida.
I’m walking…
Posted by Marcela on May 16th, 2008 filed in Uncategorized1 Comment »
“Walk on
Walk on
What you got, they can’t steal it
No they can’t even feel it
Walk on
Walk on
Stay safe tonight
You’re packing a suitcase for a place
None of us has been
A place that has to be believed
To be seen
You could have flown away
A singing bird
In an open cage
Who will only fly
Only fly for freedom
Walk on
Walk on
What you got
You can’t deny it
Can’t sell it or buy it
Walk on
Walk on
Stay safe tonight
And I know it aches
How your heart it breaks
You can only take so much
Walk on
Walk on”
Never knew I could take this much… and my heart… it breaks, it mends, it goes on… just as life. It goes on. We must walk on. We’re all gonna make it, some way or another…
Becoming
Posted by Marcela on May 11th, 2008 filed in Uncategorized1 Comment »
“Becoming is hard — it hurts like hell and can cost you friends and lovers and career advancement. And some of us will succeed, and others will fail. But all of us will try. Because the alternative — standing still — just isn’t an option. ”
Sem palavras.
caça-níquel cósmico
Posted by Marcela on April 29th, 2008 filed in Uncategorized1 Comment »
“- Custa-me crer que se trate de um simples acaso. Não saberia explicar, mas quando cruzei com Gabriela soube que se estava ali é porque era necessário. Não havia nada de fortuito naquilo.
- Não aceitamos o acaso em nosso dia-a-dia quando é excessivamente caprichoso. Mas, por outro lado, o aceitamos no universo e na formação da vida, que depende de uma conjunção de elementos infinitamente mais caprichosa.
- O que o senhor quer dizer?
- A probabilidade de que surja vida é como ganhar o prêmio máximo em uma máquina de caça-níquel que tivesse centenas de alternativas. Quem foi que acionou a máquina?
- Isso significa que há uma mão invisível por trás de tudo o que nos acontece?
- Isso seria simplificar muito as coisas (…) Creio que era Jung quem dizia que todos os seres estão presos por fios invisíveis. Você puxa um e move o conjunto. Por isso cada pequena ação afeta tudo e a todos. Não é necessário que exista um Deus para isso. ”
Amor em minúscula - Francesc Miralles
Esse livro simplesmente surgiu na minha frente na última vez em que estive na Saraiva. Estava lá. E na capa, havia uma Penelópe bebê. Não tive como não reconhecer. E ele me chamou a atenção. Comprei sem grandes expectativas. E fui surpreendida pela força das palavras. Tinha me esquecido do milagre da vida no meu dia-a-dia. Tudo é tão corrido, tão louco o tempo todo. Estudando para as provas de 3a fase, aguardando o resultado da 2a, acho que estava enlouquecendo lentamente. Esse livro me puxou para o chão, me trouxe de volta a minha realidade.
Diplomacia
Posted by Marcela on April 6th, 2008 filed in Uncategorized4 Comments »
De Vasco Leitão da Cunha
sobre a carreira:
“A diplomacia é uma arte, não é uma ciência. De maneira que o sujeito tem que ter os elementos constitutivos de um artista. Tem que ter vocação. E tem que ter uma dose moderada de burocrata, tem que lidar com o bureau sem se escravizar. Também tem que gostar de Tombuctu. Diplomata que quer ser diplomata em Londres e Paris tem de sobra.”
Palavras…
Posted by Marcela on April 3rd, 2008 filed in Uncategorized4 Comments »
“Os fatos são sonoros. O que importa são os silêncios por trás deles.” Clarice Lispector
O que você diz te denuncia, o que você não diz te constrói. Já tinha ouvido a palavra arrogância antes. Os fatos já tinham me denunciado. No silêncio, contudo, os atos pesam muito mais. E todas as mentiras que eu contava para mim mesma desconstruíram-se.
On failing
Posted by Marcela on March 28th, 2008 filed in Uncategorized8 Comments »
Falhar. Eita, verbinho besta. Eu odeio falhar. Há um sentimento de culpa absurda que me consome por dentro toda vez que eu falho. E eu me culpo, ah, se me culpo. Já falhei como orientanda, como filha, como neta, como amiga, como confidente, como esposa, como amante, como dona de casa (especialmente como dona de casa!) Ah, tem horas em que eu desejo estar sozinha em uma ilha deserta para gritar sem que ninguém me ouça. E não tente explicar tudo o que se passa na sua cabeça para o seu companheiro. Ele simplesmente não entenderá. A vida de uma mulher é deveras complexa para ser entendida por um homem. A culpa que você sente por estar com as unhas horríveis, o cabelo seco e acima do peso é só sua. Não será compartilhada por ninguém. Se você não consegue arrumar um emprego decente para comprar roupas decentes de vez em quando, a culpa também é só sua. Se você não tem tempo algum para fazer uma daquelas receitas chiques para ser acompanhada de um vinhozinho à luz de velas, a culpa (vejam vocês!) também é só sua. E quando você bate com o carro do seu marido e descobre que a carteira do detran venceu por você não ter tido dinheiro para pagar o exame de vista, então, minhas queridas mulheres, é melhor ir correndo para casa e chorar. Chore tudo que puder. Deixe a culpa por não ser eficiente tomar conta de você. Xingue todas as suas gerações e aceite o fato de que você nunca, nunca mesmo, conseguirá atingir a perfeição.
palavras drummondianas
Posted by Marcela on March 27th, 2008 filed in Uncategorized1 Comment »
(…) O amor não nos explica. E nada basta,
nada é de natureza assim tão casta
que não macule ou perca sua essência
ao contato furioso da existência.
Nem existir é mais que um exercício
de pesquisar de vida um vago indício,
a provar a nós mesmos que, vivendo,
estamos para doer, estamos doendo. (…)
- Relógio do Rosário (Claro Enigma)
Hoje me esforço para compreender e constituir a minha essência. Sei que isso só pode ser feito por meio da existência, por isso continuo questionando e lutando. A luta traz a dor, mas também é capaz de trazer vitórias inimagináveis. Por enquanto estou muito satisfeita, e é só.